A braços com o ser que se move no crivo do eterno, levas imensas deles seguram o tempo no espaço, largadas em vão, no entanto que voltam sempre através daquilo o que deixaram no caminho da solidão. Nisto, rever lá dentro as cicatrizes do mistério que sejam as criaturas humanas. E recontar as longas jornadas entre palavras e gastos. Mundo diverso, raiz das indefinições. Transitar a meio das antigas ruínas de tantas histórias, na certeza de prosseguir ao fim e trazer de volta experiências sem conta. São essas as testemunhas desse instinto de sobreviver. Tais sonhos vivos, nos gestos as festas, os abismos ali cavados a duras penas reencontram tudo aquilo.
De novo, as contações, seres talvez individuais que trazem
no bojo essas relíquias das fagulhas do imediato, depois feitas de longos suspiros
de estender a matéria nos seus traços de significados. Daí, se enxerga o quanto
significou existir naquelas épocas distintas. Suportar as ausências longe de
esquecê-las, porém. Bem ao gosto dessa procura, seguem, eles todos, pelas
bordas do inevitável.
Assim, chegam as fases de volta ao coração dos habitantes
desta galáxia. Transitam face a face consigo próprios e sustentam o silêncio
das horas nas artérias e veias. Repassam de volta as aventuras arcaicas através
de filmes, livros, lá de antes previstos nas fábulas filosóficas mantidas no
íntimo e desfeitas no cotidiano. Alimentam a ideia da perfeição em forma de
luzes acesas na alma e no Infinito.
Isso das memórias. Saltimbancos do que persiste, veem de
olhos fechados as virtudes que os trouxeram até então. Minúsculos habitantes dos
reinos encantados, saboreiam as vivências e as fazem contar impossíveis criações,
espalhando ao vento. A gente ouve, pois, melodias esplêndidas, recolhidas
daquela época do Paraíso. Nem de longe, pois, no azul dos firmamentos haverá
dizeres quão profundos, na semente das recordações descritas em única linguagem,
por certo enigmática aos instantes de agora.
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