A história mostra bem isso que quero aqui dizer, de quando um povo pretende dominar outro o primeiro que faz é minar gradualmente sua cultura até o total desaparecimento. Vai sendo assim no decorrer dos tempos, o imperialismo que o diga. Antes quebram os laços originais das tradições, das famílias, dos monumentos, das religiões, da literatura, dos folguedos populares, das lendas, dos dialetos, e depois trazem as latarias das dominações deslavadas, destruindo a alma de um povo na maior sem cerimônia. Quem deseja pode pesquisar e ver de perto o tanto de perversão que arrasta a ganância dos impérios. Ameaçam, agridem, desfazem tudo de sagrado na consciência daquelas culturas, e fomentam superficialidades outras fora de raízes; massificam, pois, usando termo dos dias recentes.
O século XX apresenta essa cara nos diversos continentes.
Primeiro, com o Império Inglês, seguido pela fúria nazista, adiante os russos e
os americanos, máquinas de guerra que, infelizmente, solaparam os anseios de
paz das muitas horas de sonhos. Havíamos vistos outros exemplos, no cordão do
passado. Roma. Israel. Portugal. Espanha. Tantos e tantos predadores que marcam
o elenco dos poderosos, tudo a troco de nada, qual se vê hoje, na devastação que
repetem, ferindo de morte as possibilidades da Civilização.
Isto deixando de lado a utilização inconsciente dos recursos
naturais, da herança da humanidade inteira, nesta época de superpopulação e fria
indiferença dos líderes, voltados tão só a interesses imediatos e benefícios de
grupos, num acúmulo de obscurantismo de causar apreensão, diante de fase escura
que atravessa o mundo inteiro.
Na década de 60, as nações ricas mobilizaram seus
conhecimentos científicos na intenção da descoberta de uma saída para os céus,
através da corrida espacial. No entanto viu-se, porém, face à irrealidade; eram
insuficientes os meios disponíveis a vencer o mais pesado que o ar. Pelo que
indicam nítidas conclusões, a raça humana terá de resolver consigo mesma esta
equação e aceitar que todos somos irmãos navegando os mares do Infinito.
(Ilustração: A dança dos camponeses, de Pieter Brueguel o Jovem).
Não se dança como antes, as cirandas sagradas das colheitas pelo labor do trabalho suado e simples nos campos, nem o trigo é o mesmo, diga-se de passagem. A era da reprodutibilidade técnica e da obsolescência programada dão razão as superficialidades e a ausência do aprofundamento nas Artes.
ResponderExcluirAos poucos, ela resiste, a anistia dos poetas, a licença à vida, sem esperar lucros pelo que não se compra, não se vende - olhar profundo e um coração sensível ao movimento singelo da natureza.
👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿✨