
Juntamente com a família, trazidos pelo tenente Hildebrando Moreira Lima, em 1933, viveram em Crato, no sul cearense, daí se deslocando pelos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia durante três anos; auxiliados pelo então governador baiano chegariam ao Rio de Janeiro em 1937. No caminho, conheceram violeiros e cantadores das feiras nordestinas e adquiram uma viola velha, que principiaram sozinhos a dedilhar.
Na Capital Federal, seriam registrados como Antenor e Natalício Moreira Lima, uma alusão ao militar que lhes auxiliara. No ano de 1945, se apresentariam na Rádio Cruzeiro do Sul e logo seriam contratados da emissora. Viajariam pelo Brasil com bem sucedidas apresentações, enquanto buscavam aperfeiçoar o conhecimento musical e desenvolver o talento artístico. Iniciaram desse modo a carreira exitosa que os levaria, em 1957, a outros países latino-americanos, quais Argentina, Venezuela e México, até visitar os Estados Unidos, aonde regressariam em 1960 e galgariam as paradas de sucesso.
Estudavam com afinco tanto música erudita, quanto música popular. Natalício (Nato) se dedicou à técnica do solo; Antenor voltou-se à harmonia. Incluíram no repertório obras dos compositores reconhecidos, Bach, Albeniz, Villa Lobos, etc., que, somados aos clássicos do cancioneiro das Américas, lhes dotariam de fina habilidade e rigor instrumental. Ganhariam a mais justa fama e respeitabilidade entre os nomes principais da história musical brasileira, respeitáveis representantes que foram do que há de melhor entre seus grandes intérpretes.
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