
Em certo momento das artes, André Breton trabalhou a linguagem da fala no que chamou de escrita automática, quando se deixou conduzir por mãos invisíveis naquilo que escrevia, desvelando o território do Surrealismo,
Eram os tempos das mesas girantes, prenúncios do espiritualismo moderno, bases do Espiritismo Cristão, codificado por Allan Kardec.
Nessa outra dimensão que perpassa as palavras reside o Inconsciente, mundo pouco explorado da Natureza, abismos profundos da mais pura revelação de Tudo.
Por vezes a banalização das mensagens sujeita sufocar as gerações, qual observado nestes tempos mercantilizados dagora, quando massa informe de saturação do lixo industrial parece vencer o belo e o justo através da superficialidade e do mau gosto. Resta, no entanto, avaliar o poder infinito do mistério que mantém o domínio das existências todas. A sofisticação da civilização desses tempos pareceu conhecer além... o que não passava dos muros do jardim, porquanto cogita até da existência de onze dimensões, enquanto apenas chegamos à quarta dimensão, a que existe debaixo das palavras, já querendo com isso dominar a Eternidade sem antes haver dominando nem a si, esse vale amplo e misterioso.
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