
Já hoje, talvez isso que denominam experiência, descubro que inexiste vitória sem a luta. Noites insones, dúvidas, opiniões, renúncia. Bajulação perde a força no que tange ao valor real das sementes verdadeiras. Ninguém, de sã consciência, que aguarde pacote pronto do destino, usufrui da mera credulidade indecorosa, insuficiente, que alimentou. Pode até, nas horas vagas, parecer que ganhou um lance, porém o custo da corre solto atrás dos presságios.
Apresentou-se o desafio, logo de saída, fruto daquela árvore imensa; cresceu, no lodo e no tempo, em perguntas da justiça do merecimento. A cada um conforme o mérito, porquanto a Natureza trabalha nas bases matemáticas, soberanas, longe de peixadas sociais dos mundos tortos.
Quase uma mensagem cifrada indicou, ou plantou ontem, ou haverá de plantar agora, caso pretenda resultados sonhados no futuro. Há normas proporcionais, independentes do que funcionou ao passo da individualidade luxenta, das próprias barrigas avantajadas.
Depois de muito forcejar barras da inconsequência, nenhum vento leve conduz segredos universais só por conta dos belos olhos.
Há sempre batalhas antes da vitória. Luzes das doutrinas humanas mostram claros os primeiros acordes do dia, residência fiel da balança.
O acaso dos dados atirados ao longe indicam os passos antigos dos peregrinos. E suportar espinhos permite a maciez da rosa mais perfeita.
(Ilustração: A Liberdade guiando o Povo, de Eugène Delacroix).
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