Dentre inúmeras transformações por que passou a espécie existe a facilidade com que hoje circulam a informação. Do dia para a noite, aquilo reservado a poucos lugares ganha ímpeto pela força da comunicação e vira artigo comum.
Hábitos demoraram séculos até circular o mundo. Meses, anos, séculos custavam quando chegaram técnicas industriais. Um exemplo, uso das drogas. A notícia mais antiga a respeito procede do Oriente, onde tribos da Ásia praticavam homicídios sob o efeito do haxixe, daí a raiz do termo assassino (aquele que usa haxixe, do árabe).

Por outro lado, em muitas culturas espalhadas, há registros de uso indiscriminado de substâncias consideradas destrutivas do ponto de vista físico-psicossocial, ocasionando descompasso no seio das comunidades, destruindo a harmonia dos indivíduos, a boa ordem das famílias, razão de dramas sociais desagregadores e patológicos.
Elas também sujeitam modificar o funcionamento do organismo, porém de forma descontrolada e imprevisível, o que causa danos e alterações, em especial ao cérebro. As drogas psicotrópicas provocam dependência, causando necessidade psíquica e/ou física, o que caracteriza vício.
No meio de agentes perniciosos se classificam o álcool, o tabaco, a maconha, a cocaína e tantos outros instrumentos de perdas e mazelas. Desde, sobremodo, os anos 60, por intermédio da comunicação industrial, que o mundo conhece hábitos antes de raro divulgados. Coube ao cinema, ao disco, à televisão, aos livros, ao rádio, revistas e jornais, meios modernos de informação, propagar as substâncias tóxicas no auge da cultura psicodélica.
De tudo, sobram agora incontestáveis lições que exigem respostas de toda a Humanidade. Jovens aprendem nos erros das outras gerações o cuidado de evitar atitudes danosas à saúde. As drogas destroem vidas e requerem esforços inestimáveis de cura. Números alarmantes falam disso diante do nível da criminalidade, e determinam firmeza dos povos a propósito, sendo que resta quase tudo a fazer na solução do grave tema, um drama coletivo ainda sem definição positiva.
(Ilustração: Hieronymus Bosch).
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