Face de algumas situações
verificadas na atualidade, cabe reavaliar a prática pedagógica dos
estabelecimentos públicos e privados de ensino, pelo exemplo de uma mãe pobre
brasileira, que, vivendo as severas imposições da desigualdade social, tem que
trabalhar fora de casa para manter a família e matricular os filhos numa escola
de periferia. Ao chegar receber a bolsa-escola, depara-se com a dura
contradição de saber que perdeu o benefício porque os filhos não compareciam às
aulas, frustando-lhe a certeza da pensão escolar prevista no dinheiro mensal.

Os filhos de ambos, adrenalina a
mil, pouco ligados ao drama universal cotidiano, turno inverso, saem à cata de
emoções fortes pelas pistas da cidade. Vivessem na época dos nativos selvagens,
jogar-se-ia selva adentro, escola aberta de tempo integral. Hoje, no entanto,
defrontam as carências da sociedade, era complexa de passividade e divisão
fragmentária do trabalho.
Por isso, aos pobres os punhos
agressivos da cara desigual e pontiaguda de bodegas, bares, ruas barulhentas,
lixões, jogatina, pornografia, solidão, passadores de droga, ou encontros
fortuitos e arriscados com outros jovens do mesmo teatro olímpico dramático.
No patamar dos aquinhoados, a seu
turno, facilidades do vício e seus aspectos multiformes, junto das máquinas
ligeiras, passeios e sexo livre ausente de orientação, porquanto a escola
resultou nessa corrida espermática do funil-vestibular a qualquer preço.
Sabe-se lá depois o que traz a douta civilização dos antropoides delirantes.
GOSTEI MUITO DESSE TEXTO!!!! ALIÁS, TENHO MERGULHADO NA LEITURA DE DIVERSOS TEXTOS SEUS POSTADOS NESTE BLOG E, CADA VEZ MAIS, TENHO DESCOBERTO UM ESCRITOR MUITO SENSÍVEL... PARABÉNS!!!!!
ResponderExcluirGrato, Émerson, pela atenção em ler e comentar nossas palavras. Aguardo, sempre que possível, novos comentários, motivo de minha satisfação de escrever.
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