segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ler mais



Das coisas que desenvolvem a alma, o ato de ler se destaca com amplas vantagens. Pois isto amplia o universo da compreensão e acelera a formulação do pensamento, nas diversas circunstâncias do viver. Após a aquisição da habilidade da escrita, o estudante crescerá à proporção em que aplicar seus momentos na mineração dos textos, para preencher vazios de raciocínio quantos aos diversos temas de que necessita.

Quem pretende adquirir maior capacidade de comunicação, na fala ou na escrita, deve ler com fervor. Através da leitura, chega o conhecimento de palavras novas, da regras gramaticais, do discurso. Andar pelos conteúdos elaborados por outros significa navegar mares e penetrar florestas até então desconhecidos. Com isso, a fluência mais cedo ou mais tarde apresentará suas virtudes e proporcionará sabores deliciosos ao sentido da busca interior.

O progresso acelerou e consolidou-se à medida que as nações adotaram os méritos da escrita. Daí o divisor entre povos iletrados e letrados no decorrer da história da raça humana. Numa comparação atualizada, a revolução ocasionada pela invenção da escrita equivale à adoção verificada, nestes recentes quinze anos, do uso do computador doméstico, que impulsiona reviravolta mental jamais prevista pelos férteis visionários do passado.

No entanto em cima disto cabem algumas considerações. Ainda que pareça contraditório, existem criaturas que sabem ler e não lêem. Os chamados analfabetos estruturais. Chegaram com sede ao pé do pote e não estendem os braços e pegam o copo para beber água pura, tais crianças que se esquecem de movimentar os brinquedos ganhos com alegria. Passam fome diante dos pomares da cultura, quais inocentes em si desavisados.


O escritor Moacyr Scliar disse que a leitura deveria ser tratada como uma questão de saúde pública, porquanto abre os horizontes e disponibiliza um leque de possibilidades, de compreensão do mundo. Com isso concluímos a dizer que sabe com todas as letras o valor da boa leitura quem sempre exercita este penhor, adquirido com sacrifício no instante da alfabetização, sonho de todos e real concretização de poucos.

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