quinta-feira, 30 de março de 2017

A vez do gado leiteiro

Valem aqui algumas considerações iniciais de ordem prática sobre a situação dos humanos, que por vezes querem negar. Espécie de pecado que carregam, eles deduzem, quase sempre, que pertencem a um reino independente da Natureza. Que vieram depois apenas administrar o patrimônio criado na sua intenção. Primeiros seres inteligentes, donos de imaginação prodigiosa, ricos em artimanhas, ocupam lugar de evidência perante as forças vivas que comandam e retiram dos fenômenos a melhor parte, isto é, fazem e acontecem acima das melhores considerações, quais senhores absoluto da Criação.


Sim, daí as conseqüências diárias dos desmontes que esses animais pensantes praticam a título de sobreviver e mandar em tudo. Exemplo atual dessa atitude pecaminosa ver-se-á no solo brasileiro. 

A título de abrir espaço e a fim de criar animais bovinos, desde a década de 60 do século XX que desmatam a Amazônia. Ora só, num golpe de aparente racionalidade, aquela geração reduziria a fome que esperava a Humanidade futura. Se tínhamos a vastidão continental de florestas indefesas, sem dono ou tradição, todas elas posses de índios despreparados para lutar contra o ferro e a pólvora, que coisa mais simples seria ocupar o território, comer a madeira das árvores a preço de banana e jogar na terra sementes de capim branquearia, aguardar alguns invernos e produzir carne a ser vendida ao resto dos povos que nem têm mangas de gado?!

Isso assim se fez em cinco décadas. Brasil, celeiro do Universo temporal! A ponto de os bifes de carne vermelha custar na Europa menos até do que em Manaus AM.

Porém também nós, apesar do quanto pesa em nosso lombo, pertencermos aos reinos da velha Natureza mãe, que reclama o preço das imbecilidades vindas de quaisquer âmbitos. Além da pouca finalidade humana que tem a carne vermelha no organismo das pessoas, hoje nos vemos cara a cara com os riscos da indiferença dos mercados em relação à resposta genial da passada geração dos 70. A carne estraga sem conservantes químicos e sujeita os consumidores a usar matéria orgânica estragada.

Há de acharmos solução menos dolorosa e mais consciente, tais os indianos, invés de matar o bicho boi por que não criar a maior bacia leiteira do Planeta?! 

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