sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Diógenes, o Cínico


Há desses personagens que determinam o jeito de a gente querer olhar o mundo e tirar algumas conclusões. Deles eu lembro Diógenes, andarilho irreverente que morava num barril pelas ruas de Atenas, na Grécia Antiga. Diógenes de Sinope, ou Diógenes, o Cínico. São diversas as anedotas trazidas até aqui por Diógenes Laércio, no livro Vidas e opiniões de filósofos eminentes.

Por acreditar que a virtude era melhor revelada na ação e não na teoria, sua vida consistiu duma campanha incansável para desbancar as instituições e valores sociais do que ele via como uma sociedade corrupta. Wikipédia

Dentre suas histórias mais famosas, cabe lembrar quando, certo dia, pronto a desfrutar de um prato de lentilhas, o filósofo Aristipo, ligado à corte e usufruindo das regalias dos poderosos, considerou: - Houvesse maior amizade entre você e o Rei e teria melhores refeições do que mero prato de lentilhas.

Ao que Diógenes apenas revidou: - Se tivesses aprendido a saborear com gosto um mero prato de lentilhas, de certeza não haverias de te sujeitar aos caprichos de Sua Majestade.

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Diógenes detinha um escravo chamado Manes. Sem que pudesse contê-lo todo tempo, hora dessas e o cativo fugiu ganhando a liberdade. Qual não seria, porém, o espanto dos amigos quando o filósofo não esboço a mínima preocupação do ocorrido e de logo retrucou: - Uma vez que Manes pode viver sem Diógenes, o que impede que também eu possa viver sem Manes. Do jeito que ele ficou livre de mim, eu fico livre dele, pois.    

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Sabe-se doutro momento quando, lá uma vez, sendo abordado pelo Rei Alexandre a se dizer seu admirador, que quis este saber do que ele estaria necessitando naquela ocasião. De dentro do barril onde se aquecia ao Sol, enfático de pronto retrucou:

- Nessa hora lhe peço, tão só, que saia da frente que quero aproveitar do calor da luz solar.


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