
Horas, luas, meses, longos e frios temporais de novos invernos, sempre de almas levadas nas marcas deixadas naquela partida luminosa, de quando eles sumiram; vidas voltadas a retornar e oferecer saídas, de mãos beijadas e sabor aos corações da Humanidade.
E seguiram inúmeras as novas gerações; passadas se foram as originais, que guardaram a tradição dos homens errantes mandados ao firmamento, a salvação que nutriam os próximos passos da história. Voltados, no entanto, aos afazeres mundanos, muitos esqueceriam os astros lá nos céus, desistiriam do ânimo de que, num fria madrugada, desceriam de olhos vivos e alegres naquela primeira leva a distribuir nacos de esperança e festa; eles, os viajantes que avançaram na intenção de revelar aos que ficassem o mistério das alturas.
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Qual dizíamos há pouco, séculos, milênios se desfizeram no furor do tempo, e apenas raras lembranças restaram, nalgumas comunidades afastadas, de que, a certo momento, alguns deles mergulharam no desconhecido à busca da sorte. Assim, dos poucos resquícios, surgiria uma religião que denominaram As Naus do Infinito, e que reza de olhos focados nas luzes que brilham nas noites, enquanto aguardam, silenciosos, as notícias que venham deles, nascidas na imensidão longínqua.
O que você aborda é um assunto muito instigante e desperta muita curiosidade. Talvez pelo pouco conhecimento do assunto ficamos sempre na incerteza; será que existe outros seres, portadores de uma super inteligência em outros planetas? Vários episódios relatados pelos mais diferentes estudiosos do assunto nos trazem informações que nos deixam cada vez mais na expectativa de que tenhamos alguma vez prova real da existência de outros seres que não sejam os humanos. Espero que num tempo não distante tenhamos mais certezas sobre o assunto. Um carinhoso abraço ao amigo Emerson Monteiro.
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