Logo que chegaram, em meio a movimentação das pessoas pela pequena cidade, viram ser impossível achar repouso no lugar. José caminhou um tanto, à busca de sanar a dificuldade, porém retornou sem sucesso aonde deixara a esposa, na sombra de uma árvore fora de Belém. Decidiram que sairiam no contorno da cidade em busca do pernoite.

Meia noite, porém, José despertou ouvindo o cantar festivo de um galo. Abriu os olhos. Forte odor de rosas, e claridade indescritível dominava a latada em que se instalaram. Próximo, a poucos passos do leito improvisado, avista sorrir linda criança de olhos abertos, envolto em panos e recostada numa manjedoura a servir de berço. Sublime silêncio de paz reinava em tudo. No céu, as estrelas pareciam multiplicadas em toda sua luminosidade. Brisa suave soprava os cabelos da doce mãe absorta visando o divino Filho em excelsa comunhão de amor.
Nas cercanias desse recanto abençoado, pastores da redondeza, lendo os sinais da Natureza perceberam que algo incomum se verificava. Surpresa maior! O anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu em volta deles, e tiveram muito medo. Nessa hora, ouviram palavras que diziam da alegria de nascer o Salvador, Messias e Senhor nosso, e se dirigiram ao sítio onde localizaram José, Maria e o recém nascido. Foram eles os primeiros, depois da própria família, a receber tão auspiciosa notícia.
Cautelosos, vieram chegando e se puseram a adorar Jesus, rodeados pelos animais que ali pastoreavam, quais integrantes da cena maravilhosa. Nisso, permaneceriam toda madrugada, numa religiosa reverência à Luz superior que comungaram na simplicidade do campo.
Bem cedo pela manhã, os pastores saíram a divulgar nas circunvizinhanças a notícia da vinda do Menino, enquanto Maria conservava todas essas coisas, ponderando-as no seu coração.
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