Isso de hoje ser assim, procura que procura, e iniciam-se filmes e filmes, no entanto sob os temas que repetem iguais dilemas, surpresas, agressividade. São impasses mil diante do inesperado. Incorreções sentimentais. Frustrações. Desencanto. Num arcadismo exagerado de tramas e delírios, a causar espécie. Conquanto repetir as mesmas buscas e desencontros, dali ressurgindo semelhantes descompassos, isto num tempo espalhado nas esferas de vezes sem conta. Ali os dramas antigos, familiares, desamores, dúvidas. De certeza, algo parece insistir na sede invasora dos dias atuais. Uma humanidade que somos em expectativas e repetições.
No íntimo, um lastro do que aconteceu nos passados e que
agora permanece em versões continuadas dos conflitos de si para consigo. Irmãos
contra irmãos. Gerações antônimas. Do quanto até aqui, são enigmas ambulantes perdidos
em florestas escuras. Superpõem ideais submersos nas noites de antigamente,
trazidos no bojo das vilas e cidades, suores e fastio. Há que ser, no entanto,
frutos de uma ansiedade colhida desde quando chegaram. Quais espectadores dos
circos fantasmagóricos lá de dentro de protagonistas afeitos ao desencanto,
quer-se, vez por outra, escrever novos enredos, contudo.
Daí o quanto circula no transe dessas histórias. Ficções talvez
de esperança. Desejos enormes de canções felizes. Nisso, a trilha de realizações
dos sonhos benfazejos esquecidos de véspera. Contar das alegrias reais num céu
de harmonia, porém cabe aos indivíduos que compõem esse quadro que circula
pelas redes de então. Sustentar perspectivas transcendentes nascidas nas
imediações do coração. Sussurrar laivos de equidistância dos fatores que poluem
o mistério e escondem a paz.
Na clareza dos dias bem isto significa, existir a caminho
desse teor transfigurado naquilo de antes imaginado, de construir mundos outros
aonde impere o signo da Verdade. Harmonizar os acordes dessa procura de
milênios qual seja.