A harmonia, eis o crivo perfeito da Natureza... Desde os inícios tem sido assim; quer-se encontrar provas da existência de um Ser Superior que esteja no além, entretanto defrontam o inextinguível nas raízes abstratas donde isso possa ter vindo certa feita. Exatidão suprema, luz a mais intensa, os olhos brilhantes do firmamento, o silêncio vago das noites, manuscritos sucessivos que, logo ali, sobrevoam de volta o senso das alturas e trazem consigo as mesmas indagações. São tratados incontáveis, crenças, condições... De tão evidentes, nem se mostram só pela mera força do querer, dos caprichos, da sorte. As religiões anímicas detêm diversas as formas dessa fonte inesgotável nos seus tantos deuses espalhados nas muitas engrenagens que movimentam o Universo inteiro. Orixás das várias nuances percorrem os ritos mágicos, a demonstrar contexturas transcendentais naquilo que buscam demonstrar nos rituais soturnos. Energia. Energias. Fontes vivas do quanto existe entre os céus e a Terra. Enquanto que, junto de nós, a valer definições profundas, imperam fenômenos inigualáveis de poder ao fragor dos que veem pela imaginação a olhos vistos. Dar-se conta dos seres que movem o mundo em fagulhas próprias, das maiores às diminutas, ciência universal que preenche conceitos e dogmas de um a um, nas doutrinas, nos parlamentos, motivo suficiente de sustentar as bordas nas existências ocasionais, durante o quanto sejam pertinentes. Nisso, contudo, entremeiam de claridade as limitações humanas, seus afazeres e códigos, ao sabor das individualidades. Nem por isso, face a tanto, estagnam as longas histórias. Palavras falam disso. Dos acordes de tardes siderais. No sorriso das crianças. Na simplicidade das coisas simples. Transes e lembranças infindáveis ser-se-iam marcas indeléveis nas cores, nos astros, nos sonhos. Disto, despertam os sentimentos que alimentavam as horas dos segredos guardados. Vozes sussurradas apenas segredam aos corações aquilo que sempre aguardaram silenciosas as certezas da Perfeição.
COGITAÇÕES DIVERSAS
- JOSÉ EMERSON MONTEIRO LACERDA -
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Fronteiras do inexplicável
A harmonia, eis o crivo perfeito da Natureza... Desde os inícios tem sido assim; quer-se encontrar provas da existência de um Ser Superior que esteja no além, entretanto defrontam o inextinguível nas raízes abstratas donde isso possa ter vindo certa feita. Exatidão suprema, luz a mais intensa, os olhos brilhantes do firmamento, o silêncio vago das noites, manuscritos sucessivos que, logo ali, sobrevoam de volta o senso das alturas e trazem consigo as mesmas indagações. São tratados incontáveis, crenças, condições... De tão evidentes, nem se mostram só pela mera força do querer, dos caprichos, da sorte. As religiões anímicas detêm diversas as formas dessa fonte inesgotável nos seus tantos deuses espalhados nas muitas engrenagens que movimentam o Universo inteiro. Orixás das várias nuances percorrem os ritos mágicos, a demonstrar contexturas transcendentais naquilo que buscam demonstrar nos rituais soturnos. Energia. Energias. Fontes vivas do quanto existe entre os céus e a Terra. Enquanto que, junto de nós, a valer definições profundas, imperam fenômenos inigualáveis de poder ao fragor dos que veem pela imaginação a olhos vistos. Dar-se conta dos seres que movem o mundo em fagulhas próprias, das maiores às diminutas, ciência universal que preenche conceitos e dogmas de um a um, nas doutrinas, nos parlamentos, motivo suficiente de sustentar as bordas nas existências ocasionais, durante o quanto sejam pertinentes. Nisso, contudo, entremeiam de claridade as limitações humanas, seus afazeres e códigos, ao sabor das individualidades. Nem por isso, face a tanto, estagnam as longas histórias. Palavras falam disso. Dos acordes de tardes siderais. No sorriso das crianças. Na simplicidade das coisas simples. Transes e lembranças infindáveis ser-se-iam marcas indeléveis nas cores, nos astros, nos sonhos. Disto, despertam os sentimentos que alimentavam as horas dos segredos guardados. Vozes sussurradas apenas segredam aos corações aquilo que sempre aguardaram silenciosas as certezas da Perfeição.
sábado, 10 de janeiro de 2026
As árvores sentem saudade
Tal os animais, imagino que as árvores também sentem saudade. Soberanas vezes a gente pode comprovar isto. Dos animais, ninguém duvida, basta criar e acompanhar algum tempo. Vezes sem conta, após longos itinerários, lá de novo conosco se encontram e fazem festa de causar espanto. Alguns até, dizem ser mais sinceros do que os racionais, apesar destes também serem do mesmo reinado. Quis usar, no título, uma interrogação. Mas a escrita se propõe responder e não querer resposta.
Mesmo assim, face aos desmatamentos generalizados da
atualidade, isto pelo mundo inteiro, mormente nos países onde ainda existem
florestas, creio existir algum apego das árvores com as pessoas. Nisso me veio
à lembrança um tempo em que vivi com meus irmãos e meus pais numa casa de área
espaçosa em volta, no Bairro Pinto Madeira, em Crato. Nesse terreno existiam
nove mangueiras, de famílias diferentes, a maioria manga espada. Moramos ali
durante aproximados dez anos. Juntamente com os meninos da vizinhança,
desfrutávamos a valer daquelas sombras em brincadeiras, longas conversas e descanso
do meio-dia. A safra era o melhor tempo. Frutas a valer. Abusávamos de tanto chupar
as mangas doces e deliciosas.
Lá adiante, meu pai construiria nossa casa própria nas
imediações, inícios dos anos 60. Não posso assegurar, porém avalio que eu e a
meninada da redondeza sofremos com a distância imposta às mangueiras, só que me
vejo sem instrumentos de calcular o sofrimento das árvores no sentido
contrário, elas a nós. Testemunho, no entanto, que duraram pouco tempo vivas.
Secaram quase na mesma época, poucos anos depois. Foram murchando a folhagem.
Ressecavam, deixando à mostra as galhas vazias ao Sol.
Bom, na verdade, são meras cogitações literárias de que haja
sentimento fora dos seres humanos, isto noutros seres vivos, das árvores aos animais
irracionais. Doutro jeito, eles têm quase tudo o que temos, apesar de menos
drásticos nas suas atitudes.
(Ilustração: A árvore solitária, de Caspar David Friedrich).
Cristina
Fui vê-la duas vezes, na casa de uma prima onde residia em Crato, à Rua Getúlio Vargas. Da primeira vez, levava comigo encomenda do Padre Vieira, uma carta. Ele dissera no telefone que eu deveria conhecer Cristina, e que mandava essa carta aos meus cuidados para que fosse procurá-la.
Recolhida a cadeira tipo preguiçosa, estatura mirrada, retorcida no próprio
espinhaço, de cabeça pendente, sem o domínio das pernas, quase nula dos braços,
resistia viva há mais de quarenta anos, sob o auxílio de parentes. Filha de mãe
pobre habitante das margens do Rio Grangeiro, perto da cidade, imediações da
atual Ponte das Piabas. Sua mãe namorara incerto homem casado, chegando a
engravidar, motivo da vergonha dos pais, que só aceitaram a criança pela rara
beleza de que fora dotada, trazendo alegria aos quantos desfrutavam do seu
convívio. Próximo dali morava uma vizinha que possuía uma neta não tão esperta
e cativante, o que lhe deixava triste.
Certa tarde, enquanto a mãe de Cristina fora à bênção na Sé Catedral, a avó,
levando consigo Cristina ainda de berço, desceu ao rio para buscar umas roupas
estendidas. Durante alguns momentos, a menina ficara apenas sob os cuidados da
vizinha que lá também se achava na ocasião, porém esse tempo foi o suficiente
para ela aplicar, com um porrete de madeira que usado para bater a roupa,
golpes vigorosos dirigidos nas costas do bebê, à altura da espinha dorsal.
Ouvidos os gritos, apressada, a avó retornou sem nada considerar de anormal. A
mulher disfarçara o crime. Nos dias posteriores, arrumou seus pertences e logo
mudou de endereço. Quando os familiares de Cristina perceberam o que acontecera,
seria tarde demais; na ação perversa, a vizinha inutilizara quase por completo
aquela criança.
Alguns anos transcorridos, num dia de feira, as duas avós ainda trocaram
opiniões sobre o ocorrido daquela tarde. Os argumentos da vizinha invejosa
demonstraram completa inocência, pois ignorava tudo sobre a perversidade.
Então, Cristina cresceria doente, prostrara-se como a conheci. Segundo ela, tempos
depois, já na idade adulta, uma madrugada, sem saber da morte daquela senhora,
acordou vendo intensa luz dentro do quarto em que dormia. No clarão,
acompanhado de forte ventania, divisou nítida a figura de uma freira, de rosto
ameno, sorriso nos lábios. Ela, então, perguntou a Cristina se poderia perdoar
a quem tão cedo lhe prejudicar, roubando-lhe a saúde e os seus movimentos.
Pensou um pouco, avaliou tudo, o passado difícil, sua história, lembrou-se de
sua mãe, dos avós desaparecidos, e de Deus. Não viu por que guardar mágoa,
rancor, nem sede de vingança.
- Perdôo, sim – foi o que respondeu.
Daí, num crescendo intenso, principiou a ouvir longe uma voz sofrida que pedia:
- Cristina, me perdoa? E a voz veio se aproximando a repetir o pedido: - Me
perdoa? A cada repetição, ela ia respondendo: - Perdôo... Perdôo... Perdôo...
A voz aproximou-se mais e ouviu alguém abrir o portão de ferro do jardim,
chegando junto da porta da frente, refazendo o peditório, silenciando no
instante em que caiu em prantos. De novo tudo voltou a ficar calmo e o silêncio
reinou pela madrugada.
Eu, atencioso, só escutava a narrativa. O tempo passara e me despedi
emocionado. Fiquei de voltar outra vez, houvesse oportunidade.
Naquela que seria a minha terceira visita, me vi surpreendido com a notícia de
que fazia um mês que Cristina deixara este mundo. Deste modo, além das
lembranças do seu aspecto de pessoa sofrida e conformada, dela tudo o que
guardei deixo aqui contado nestas palavras escritas.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
As cores do Tempo
O passado é muito real e presente, apoderando-se de todos
aqueles que não podem libertar-se satisfatoriamente. Carl Jung
Li nalgum canto serem os sonhos trazidos em preto e branco. Nisso, esperei a oportunidade e notei outras cores nos sonhos. Ao recordar as histórias sonhadas, lembro de suas cores quando disso me vem à lembrança querer saber. Assim com relação ao Tempo, no transcorrer das fases deixadas no passado, suas cores, seus detalhes e formas. Que essas recordações mexem com a gente, sei de certeza ser este o resultado. Tais filmes, regressam continuamente, aos feixes. Ali, no correr das tantas cenas, refazem situações as mais diversas, revivescendo-as na memória. De comum, nas emoções, pelos impactos causados.
Esses tais roteiros de dentro das pessoas oferecem
margem a interpretações carregadas de já valores atuais. Quais livros de
ficção, enchem o pensamento de circunstâncias talvez inesgotáveis. De resto,
cheias das interrogações de aonde foram parar. Os enredos dessas memórias
pedem, por certo, chance de refazer o que foram, no entanto na ânsia inútil de impossíveis mudanças. Autores padecem, pois, das mesmas
dúvidas, no esforço de contar de um jeito suave, menos denso, ou trágico, quem
saber? o que lhes chega à inspiração. Todavia repassam ao leitor sentimentos por vezes amargos, sombrios.
Qual seja assim, ocorre também nas pessoais. Há esforços de
reconstruir a si próprio com as lamas de antigamente. Refundir acontecimentos,
sobretudo aqueles que firam, no presente, seus protagonistas. No pensar desse modo,
o futuro vem se prestar, sabem quando, ao ofício de revisão desse passado, no dizer dos místicos.
Dessas tintas usadas antes, desse aprendizado de cores, far-se-ão, com isto,
novas telas.
A qualquer instante, por isso, renascem as tonalidades daquelas outras
horas, criação sadia e outras memórias, razão, quiçá, de paz na
consciência.
Escrever tem disso, vontade diferente de novas narrativas, frutos
doces nascidos a meio de intenções agradáveis, signos de suavidade e leveza. Conquanto
venham em forma de recordações ressequidas, vivificam de luzes claras os sonhos
que hão de vir logo adiante.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
A sobrevivência do Ser
Transpostas que foram ideias, palavras e atitudes, dali
seguirá incólume o confronto das eras e das ausências. Há que supor existir
tudo o mais, no entanto arcabouços monumentais, servidão e êxito. Mesmo assim,
seguirão incólumes vidas a dentro, uno, a meio de multidões em desvario. Planos.
Metas. Civilização. Ele, padrão universal das vozes, único, sacrossanto de
mistérios. Desse império de subjetividade, comanda o quanto haverá desde
sempre.
Isso, no reino da subjetividade, tudo pode acontecer a todo
instante. Seres dispersos, contudo singulares de si em muitos. Nele, ao sabor
das vertentes e dos enigmas, transitam os pensamentos e sentimentos, de uma
exclusividade a bem dizer perfeita. Se réstias do passado, porém haustos do que
virá logo depois ao sabor da sorte. Tais revestidos de cápsulas
intransferíveis, definitivas, percorrem que tal o oceano dos desafios em volta
do mistério.
Daí, nesse patamar inalienável deles todos em um só, transitam
os demônios e anjos, a vagar altivos. Com eles, terras e céus se perdem de
vista. São expressões constantes das horas em suspensão. Quanto padeçam, disso
usufruem o campo de ideias e canções, de telas e filmes, jornadas e silêncio. Elaboram
a valer as tramas daqui do Chão. Superpõem vanguardas a desaparecidos, criação
e dúvidas.
Assim, lá num tempo, vieram as ilustrações das páginas com
as quais buscavam dizer aonde imaginam chegar certa feita. Falam dos deuses,
das idades, dos sonhos, fusão fundamental em voga nos livros mais antigos. Convergem
de sobreviver a duras penas através de objetos e pessoas, espécie do empenho de
quanto desejam sustentar das abstrações inevitáveis donde vivem.
Agora, nos olhos acesos de tantos segue o vazio a bordo das suposições,
naquilo arrematado das impressões largadas aos sóis. Asseguram com veemência
conter no íntimo, pelos meandros de si, a Verdade, retrato fiel dos seus julgamentos
e desejos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Além da sensibilidade
Noutro plano, onde inexista tempo e espaço. Rios de pura força do que se possa avistar com os olhos da consciência. Peregrinos audazes em forma invisível. Isso bem depois de cessar transes incontáveis de todas as respostas. Transcorreriam películas as mais audaciosas da imaginação pelas telas do quanto havia. Silêncio. Luzes impossíveis de ser. Nenhuma forma, nenhuma cor. Só movimentos inconstantes de pensamentos sem nexo. Isto a ponto de nem saber, ou ver, o que possa advir de tudo aquilo. Passos lentos, espasmos que sejam de uma multidão abismada no inerme da noite.
Enquanto isso, cá fora a vertente de vultos a sumir numa eternidade distante de visões e certezas. Relâmpagos de absurdos a envolver o Tempo e sustentar as horas ausentes dos céus. Então, dali circunstâncias alimentaram o vazio com expectativas vindas de um Cosmos silencioso, cercado dos seres invisíveis que o sustentam preso ao Nada.
Só nessa hora apareceram, pelas frestas da solidão, os raros peregrinos. Ali, muito menos palavras havia. Pura abstração. No entanto, apenas deixavam margem a supor pudessem conter, nalgum lugar, novas flores a meio de um caos absoluto. Diante, pois, do imponderável, do fragor da plenitude, qual demiurgo insólito, eis que surge, do teto das alturas, o Senhor da Veemência.
Numa retrospectiva ocasional, percepção haveria na presença única e definitiva de existir. Apenas rastros sobre um solo jamais conhecido. Lentos, lerdos, alguns primatas ainda admiravam o que quer que fosse, ao longe, no horizonte dos destinos. Se sabiam algo de sentir, ficaria na conta das ficções desses filmes surrais em circulação na Rede. Porém distinguiam nos céus as ausências de sinais dalguma transição antes impossível ao próprio perceber.
Bom, caudais a bem dizer intransponíveis à humana compreensão, nessa instância, ganharam forma pela primeira vez. De pronto, vieram, pois, atitudes de coerência lá entre os objetos e os seres, a preencher o século das muitas paisagens siderais. Vozes escutadas nas malhas do Infinito falavam disso, destes movimentos iniciais do coração humano a percorrer no rumo à Felicidade...
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Paisagem interna
De comum é assim, ao escrever vemos de dentro o mundo lá de fora. Disso, vêm os enredos, temas vários, observações do quanto existe ou existirá certa feita. A forma de abordar fica, no encargo, dos autores em voga. Restringem os gestos e os desenvolvem, pondo-se na função de quem desvenda universos à parte. Os meios, as palavras e o leitor, estes seus elementos. Conquanto usufruam de aparente liberdade nesse ofício, há que sustentar o interesse dos que leem, a escolher padrões trazidos pelos tempos e costumes. Aquilo de autonomia que pudesse ter ao produzir vira condições inevitáveis, se é que pretende chegar a algum lugar no que faz.
Noutro extremo, existem os que escrevem a seguir instintos,
inspirações, vindos sei lá de onde. Daí, imaginar, de vez em quando, que as próprias
palavras têm vida e autonomia por si, e sujeitam coagir perceptores a fazer o
que a elas esteja de bom grado. Desde então, os pretensos criadores passam a meros
intermediários de roteiros vindos das luas do tempo e do espaço. Assim, tais avaliações
circunscrevem diferentes aspectos, pondo em xeque, porém, a decantada autonomia
dos escribas.
Nalgumas vezes, quem seria o autor defronta a condição de
mero protagonista naquilo que traga à tona, neste mar enigmático. E invés de
autor passa a espelho doutra condição de ser. Nisto, reflexos doutros
argumentos que não aqueles a que se propôs na cena anterior. Algo compatível ao
desejo profundo restrito aos percalços de novas determinações aleatórias. Senhores
de si apenas em teoria, enquanto dalgum lugar advém fixar nas letras o fervor das
imaginações que não a sua.
Eles, os autores, sabem por demais de tais circunstâncias. Aceitam,
contudo, perante a força dessa intersecção de deles consigo, numa convenção vinda
no gesto de transmitir. A penetrar nesse universo insólito, vislumbram paraísos
os mais distantes. Rendem, destarte, graças a poderes originais vindos dalguma
dimensão além dos céus que avistam agora.