
Peixes tubarões competitivos, ilusórios, desfilamos apressados nos bólides metálicos pelas avenidas, ganhadores das taças da ingenuidade e da pobreza moral. Meros fazedores de ruínas, tangemos o bonde da história, ainda famintos das necessidades mínimas de ética e bons costumes. Estupradores, traficantes, viciados, políticos infiéis, arrombadores, gananciosos, eles também contam, na média aritmética dessa fome dos predadores inveterados.
Assim, tudo tão leve, tão frágil, e o velho barco segue mar adentro, nau dos insensatos e casa comum das comédias e falcatruas. Ninguém queira pular fora, que não existe lá fora. Único, perene mar das alegorias humanas... Vender almas em troca de dor, enquanto bem poderá ser no sentido inverso: aceitar a dor e salvar a alma. Que o vento das horas desliza faceiro sobre a pele dos ímpios para sempre. Não há fuga possível, nem imaginável.
Bem, que desejemos reunir forças e salvar os soldadinhos do Planeta, quando mais e mais pede a ser salvo, no coração da gente. Aprender a amar incondicionalmente o respeito das existências, inclusive dos outros seres humanos. Viver a intenção de dominar a si mesmo, na guerra das divergências que poluem este mundo raro, fabuloso e habitat das belezas raras. Ser feliz, afinal, permitindo que os demais também sejam.
Gostei muito do seu texto. Leve, culto, real muito lindo.
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