
Alguns feitos, porém, azucrinavam os moradores do lugar. Nos quase escuros de um fim de tarde, por exemplo, João Preto, o chiqueirador dos bezerros, se vira aperreado com o gado de volta à manga por conta de susto que levara no sombreado das oiticicas, causado pelo barulho esquisito de Zé das Gasolinas enganchado no areal, forçando o motor para desatolar seu carro imaginário. Os bichos encresparam com aquilo e se desuniram no mundo, dando trabalho para juntar já no começo da noite.
- Rrrrooooiiiiimmm! Rrrrrrooiiiiimmmmmmm! - o vaqueiro jamais pensaria se tratar do Zé preso até os joelhos na lama do riacho, acelerando a máquina querendo romper o lodaçal.
Depois, as coisas ficavam ainda mais complicadas inclusive dentro da casinhola onde se arranchavam o intrépido e os seus familiares.
Certa vez, ao regressar das andanças demoradas, fazendo manobra enviesada forma de marcha a ré, Zé das Gasolinas daria rude trombada na própria avó, que catava feijão no alpendre da casa, jogando-a lá embaixo no chão do terreiro.
- Ai, meu filho, assim você acaba com a pobre velha - gemeu a vítima contrariada, ainda ajeitando os trajes empoeirados, firmando a ossatura doída no tombo.
- Também, vó, bem feito! - reagia o desajeitado chofer, – podendo achar outro canto de sentar, criatura. Quem manda a senhora ficar em porta da garagem – e entrou apressado no barraco indo à busca do canto de encostar o transporte num canto da pequena sala.
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