Já parou e reuniu as
impressões interiores de que naquele momento seu eu lá de dentro se acharia
noutro lugar às vezes bem distante de onde agora esteja? E com cuidado minucioso
vem recolheu as lembranças desse outro ponto, longe no tempo e no espaço, observando
que há um si mesmo que acha qual sozinho, circulando aí nos céus, independente
do gosto que queira dar ao seu presente na hora em que se analisa diante da
alternativa intrusa descoberta, flagrada conduzindo a célula viva que habitamos?

Dia desses, acordei da
sesta vespertina e, ainda deitado, examinava as paredes da ocasião, a notar
espécie de imaginação diferente, semelhante que olhasse em volta o filme da
existência na forma do papel dali de junto, película em terceira dimensão que envolvesse
o mundo, com a velocidade pulsante de cores, formas, sons e movimento, mas, no
conteúdo definitivo, que pudesse ser aberto em forma de caverna, janela, porta,
desvendando a realidade verdadeira no bojo da visão exterior que oferecia.
Detrás dele, haveria outra dimensão, outras dimensões, acessíveis ao poder da
gente, nas dobras do Inconsciente. Nos equivalentes a bolhas, viajaríamos nesse
trem do tempo das aparências, de estação em estação das percepções pessoais, espécies
de testemunhas da individualidade, cercados pelas justificativas dos sentidos
acesos, a encandear o sentido objetivo quase só ignorado.
Nisso, além de tudo, a
marca desses sinais de antenas e câmeras que somos significaria a essência permanente
de recolher notícias da Natureza, cavaleiros andantes da transformação de seres
insuficientes ruas às luzes identificadas com a definitiva e eterna felicidade.
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