sábado, 29 de junho de 2013
Aguardar o melhor
terça-feira, 25 de junho de 2013
O grito da multidão
As razões das reformas
necessárias na política mofaram uma eternidade nas gavetas emperradas, enquanto
os cofres da Nação nutriam generosos as tetas das corporações e seus fregueses
típicos do subdesenvolvimento, que feria o couro grosso da população bondosa. É
preciso agir dessa vez como em nenhuma outra mais. Eis o marco zero da
renovação e do amadurecimento.sexta-feira, 21 de junho de 2013
Deu formiga no sal
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Exame de democracia
Ora só, depois de
calejado de tantas vezes, mais essa. Passado o período da inocência, levado no tempo,
e eu agora com reações de adolescente diante da multidão de brasileiros
espalhados nas ruas em manifestações fenomenais, reclamando ninguém sabe o quê,
nem para quando, onde e por quê. Sair, se encontrar e andar juntos onde antes
apenas automóveis trancavam ruas e aceleravam do medo à insegurança. Uns perto dos
outros, os mesmos prisioneiros dos condomínios, favelas, edifícios, cercados de
obstáculos e temor. Agora, nas ruas gritando palavras de ordem, revendo a
saudade das épocas da esperança política em líderes reais. Outra chance de a
Bandeira tremular solta nos braços da pura nacionalidade. sábado, 15 de junho de 2013
As pedras e a cidadania
Nisso, ali presentes, incomodados,
alguns fariseus disseram ao Divino Mestre que repreendesse os discípulos. Ao
que este retrucou: Se eles se calarem, as
pedras clamarão. Lucas 19:37-40quinta-feira, 13 de junho de 2013
Mistérios do Inconsciente
Em certos dias, são
fiapos de músicas que vagueia nas trilhas sonoras da memória auditiva,
repetindo, talvez, a frase melódica que mais lhe tocou nos instantes quando
ouvira, nos programas do passado. Demora, demora, e vem novamente o som
interno, espécie de vida mergulhada nas entranhas, autônoma, a lembrar belezas
das notas musicais que mexeram no coração espiritual, podendo até manter
sentimentos de tristeza, alegria, saudade... Quando colhidos assim de surpresa,
flagrados, trazidos ao teto da consciência atual, tipo de cenário interno
orienta que existirá, pois, vida plena, livre do puro foco desta vida cá de
fora, dentro, bem dentro, de nós, num longe perto de causar espanto.quarta-feira, 12 de junho de 2013
Das esmolas grandes
Depois, com uma
constituição trabalhada a duras penas, em 1988, se preparou o futuro
brasileiro. Jamais se esperou tanta lucidez das escolhas posteriores a isso. Sobretudo
de gerações jovens de que bem carece o Mundo inteiro. Decisões aconteceram nas
urnas diante de muitos nomes, todos sequiosos de poder, vontade de chegar ao
ápice, e demonstrando sinceridade de propósitos até onde pode suportar a
propaganda.terça-feira, 11 de junho de 2013
O sofisma político
- Senador, vamos
supor que uma vaca tenha cinco patas. Em sendo assim, indago de V. Exa.,
quantas patas tem uma vaca?segunda-feira, 10 de junho de 2013
Artes da medicina
Dona de história rica e feitos
notáveis, desde que as civilizações sistematizaram modos de tratamento, a ciência
médica demonstra o quanto de bonomia humana quando quer servir às causas
nobres, através da facilitação de instrumentos de obséquio ao próximo, na
existência material.quinta-feira, 6 de junho de 2013
Padre Antônio Vieira
Iniciou os seus estudos em escola
da zona rural, vindo a cursar o Seminário São José, em Crato, e o Seminário da
Prai-nha, em Fortaleza, graduando-se em Teologia e Filosofia e ordenando-se a 27
de setembro de 1942. No Seminário São José ministrou Latim, Grego e Ita-liano.
Ensinou também no Rio de Janeiro e em vários municípios do Ceará onde
desempenhou as funções sacerdotais, dentre outros, Crato, Icó e Iguatu.terça-feira, 4 de junho de 2013
O andor
Cedo daquela tarde, Tia Vanice resolvera se dedicar a decorar o andor de Nossa Senhora da Conceição para a festa do dia seguinte, a ter como ponto alto uma procissão pelas estradas do Tatu, percorrendo as paredes dos três açudes, chegando até a cancela do Xique-Xique. Depois, já de noite, aconteceria a coroação tradicional, em frente da pequena capela, acompanhada de missa que reuniria, como nos anos anteriores, os habitantes e a vizinhança do lugar.
O andor, peça bem torneada, passara guardado o ano todo, a ser usado tão só nos
festejos da Padroeira. A maneira de enfeitá-lo mudava de pessoa a pessoa,
conforme suas habilidades. Uns preferiam forrar de seda rosa, azul ou branca,
com algodão à guisa de nuvens. Daquela vez, fora escolhido o papel crepom de
cores suaves.
As várias folhas recortadas e coladas a grude de goma envolveram o nicho de transporte da Santa, ficando de fora apenas os braços de apoiar nos ombros dos carregadores. Tia Vanice dedicava, pois, todo seu carinho no amarfanhar dos desenhos de papel cortado realçando as flores do arranjo colorido. Esmero maior impossível, obra-prima da sacra elaboração. No feitio da devoção agreste, lá pelos páramos celestiais, a Virgem, decerto, sorria agradecida de contente.
Recolhidos os instrumentos da tarefa, agradecimentos apresentados às auxiliares
da boa ação, que também haviam lavado o piso da igreja, espanado e recamado de
toalhas brancas os altares, fim de tarde perfeito de quem satisfizera o dever e
agora apreciava da calçada fronteira as tonalidades vivas do Sol se despedindo,
no poente sertanejo.
Naquele mesmo momento, retornavam ao aprisco as ovelhas; umas, mais; outras,
menos apressadas; a formar, elétricas, o rebanho único, na busca do chiqueiro
próximo da igrejinha, junto da casa de Seu João Preto. Nisso, alguns dos
animais, que catavam o que comer, arriscaram uma espiada furtiva para dentro do
templo, que permanecia de portas abertas.
A criação, talvez tenha pressentido qualquer coisa de alimento na maciez
decorada do andor, deu em cima da bela composição de papel, devorando-a até
chegar à madeira, motivo suficiente das lágrimas sentidas, desconsoladas, da
tia, notificada ao som das gargalhadas travessas de meu pai, que, comovido,
ainda encontrou tempo e material para refazer todo o trabalho antes do início
da procissão.
Nas tempestades da alma
Ninguém cruza, pois,
incólume adiante os desafios de mais serenidade nessas horas férteis à paz do sentimento,
o que virá lá nos depois, além do horizonte. O valente, o herói, que habita o íntimo
do mistério apresenta suas credenciais aos tais desafios das fronteiras onde
impera o fragor das batalhas, esse eu caprichoso de explosivas definições no
prumo da sobrevivência maior, bem ali defronte dos exércitos de nós, nessa
planície plana, solitária, clara, que confrontam, conflagram na guerra do Si
Mesmo, a mãe de todas as nossas batalhas, o interior da alma das gentes.domingo, 2 de junho de 2013
Palavras ditas, palavras engolidas
Enquanto de boas
palavras nasce o alimento que invade a consciência isso produz bons frutos.
Quais escadas aos céus, significariam, igualmente, descidas aos subsolos de si
próprio rumo das transformações. Por isso, nada que germinam as palavras fica
impune, ou sem recompensa que lhe corresponde. A sabedoria popular
resume que antes de dizer, somos senhores das palavras. Depois ditas, somos delas
escravos.