Pois bem, naquele sonho me avistava a viver de dentro uma tempestade de intensas labaredas que circulava tudo em volta, onde, invés de lufadas de vento, lâminas afiadas de calor extremo sopravam de todas as direções, fogo avermelhado nas direções horizontais e verticais, a varrer o mundo, pessoas e objetos. O plano dos ares virava tão só fogueira imensa a lamber de horror o que houvesse em volta.

Espécies de missionários cósmicos, os tripulantes das naves salvavam os náufragos das chamas e os conduziam ao interior dos objetos voadores num exercício de recolhimento adrede previsto ao final daqueles tempos conhecidos. Deste modo, quis interpretar o que o sonho indicaria, que passei talvez uma década até hoje aqui estar contando seus detalhes.
De leituras e religiões que falam de algo semelhante, das narrativas das horas extremas do Planeta, quando profetas descrevem agruras de apocalipses por vindouros, chega a mim o conceito daquilo que avaliaríamos denominar o arrebatamento de que falam dos eleitos diante das vidas vividas neste chão das almas em que ora nos situamos e as previsões dos dias no futuro. Assim, de nitidez mordaz, restaram fixados na memória que trago a lume, aspectos fortes por demais do que presenciei naquele sonho, sem tirar nem acrescentar uma vírgula sequer.
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