O Velho Índio ansiava que dias fartos retornassem à aldeia, minorando as dificuldades, contudo, quando menos imaginou, sua pequena Rosinha adoeceria. Quase que de fome, a filha querida caíra prostrada, ainda que diante dos largos esforços a movimentar todos da raça, porém insuficientes, inúteis. Sem possibilidade orgânica de atravessar a seca que grassava e tudo destruía, a filhinha sucumbiria à febre intensa, numa triste madrugada.

Enquanto isso, por sua vez, o pai se abatera muito, não mais reagiria à perda de sua filha adotada, indo, lá um dia, ao extremo de pedir aos demais guerreiros que lhe arrastassem o corpo mata adentro sem dó nem piedade, até que também deixasse de viver. No entanto fizera com eu eles prometessem depositar seus restos mortais próximo à sepultura da filha, fonte de toda angústia e do desencanto que amargurava.
Demoraram alguns dias depois da morte do Velho Índio, naquele mesmo inverno, de onde lhe haviam depositado o corpo sob o solo surgiria uma planta exótica, taluda, esbelta, que os habitantes da tribo chamariam de milho.
-E tudo, desde então, ficaria bem melhor no mundo misterioso da floresta em que moravam os índios.
Obs.: História que ouvi de Maria Gisleide Martiniano, que, por sua vez, ouviu do seu pai.
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