
A realidade, contudo, desvela àqueles que elegem o conceito das palavras ao bel-prazer, que fugiram da disposição do Verbo que se fez carne e habitou entre nós, fechando o ciclo só das experimentações individuais.
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Necessários se fizeram, em face disto, milhões de séculos a nos aperceber, e talvez até esquecer, de outras tantas vezes dos passados infernos e paraísos que vagaram acesos na Consciência das pessoas que nós somos. Responsáveis, pois, pela criação de verdades particulares incertas por demais, os humanos carregam consigo, sob esse manto ainda escuro da dúvida, o devir de regressar ao local do crime e refazer lendas que lhe alimentaram os corações embrutecidos de tanto pensar que soubéssemos de tudo, e quase de nada saber.
Porém nalgum lugar secreto do mistério ali persistirá a Verdade sempiterna que organiza o Universo e salvará os heróis envilecidos no drama das gerações. Planos estabelecidos deste Ser definitivo, lá belo dia a Perfeição envolverá de verdade o efeito desejado, revertendo em festa as verdades parciais, no fim de reconhecermos a árvore essencial onde mora Felicidade, no Céu grandioso da realização dos seres menores.
(Ilustração: Maurice de Vlaminck).
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