Nisso há qual que melancolia. Longos trechos percorridos sob
duras penas. Às vezes, até pensar em evolução. Noutras, puro ostracismo. Mesmo
assim, permanecem seus registros, farpas largadas ao lombo da sorte. Nalguma forma,
seres a transportar nos horizontes o fardo de vivências guardadas a sete capas,
experiências transformadas em novos instintos. Sinuosamente, dali nascem
aparentes convicções, depois refeitas em outros dramas e dominações. Bem isto,
itinerário que jornadeia, a bem dizer, o próprio absurdo. Fugazes espectros de
si, buscam desaparecer pela quadra dos contentes.
Logo adiante, no entanto, num próximo parágrafo, escrituras
detalhadas daquilo que antes foram. Histórias, circunstâncias, justificativas,
então. Sóbrios, alguns que sejam, apenas observam o percurso deixado nas
encostas do Tempo, mas em seguida viram sonhos. Profetas, taumaturgos,
videntes, escritas abandonadas em momentos de revelação, porém desfeitas nas
dúvidas do que virá. Noutros termos, um caudal ilimitado de possibilidades
transformado em ficção, na sua maioria prenhes de outras interrogações.
A seguir, todavia, o foco das luzes alumia essa gente, pois desde
sempre existe uma procura insólita dos vínculos com a imaginação, eles feitos
de palavras. Espécimes exóticas, fustigam aspectos até então ilimitados. No
andamento, se tornam meras figurações dos séculos ao sabor de cada uma delas. Entretanto,
algo resistirá ao término das contrições e, mais à frente, sementes e árvores
crescerão naquele mesmo sítio de onde vêm e irão todos, num sem fim enigmático.
Astutos, sagazes, inteligentes, quais tantos, tocam além belos instrumentos e
refazem tantas outras horas em nuvens e ciências,
itinerário este calcado no íntimo de criaturas ainda em
movimento, a desvendar aonde irão certa feita. Talvez senhores de reinos
desconhecidos, transitam entre nós silenciosamente e transportam sentimentos
indefinidos ao furor das gerações. Lá no íntimo, reconhecem o poder dalguma
razão que lhes habita. Fartos de quantas lembranças, já mergulhados em planos
intocáveis, far-se-ão astros luminosos no eito das consciências.
Nenhum comentário:
Postar um comentário