Há que se saber desde sempre das longas noites e das
angústias até desvendar o mistério de tudo, enfim. Reunir pausas e
consequências; adormecer muitas vezes ao som cavo do inesperado e continuar,
vidas a fio, no transcorrer dos tempos. No entanto, disso persistirão as luas,
vagas horas, e nuvens encileiradas ao decorrer das consequências. Destinos superpostos,
suaves delírios e doce imaginação seguem pelas estradas, sob o olhar intenso
das estrelas. Nalguns, perto ou distante, andam os demais. Nunca, porém, a
considerar qualquer hipótese de não tocar os céus logo adiante. Espaços em
movimento são elas, as criaturas humanas. Sobretudo diante do silêncio, devem
existir as figurações, os delírios, num esforço pungente de vencer o tédio e a
angústia, habitantes do que buscam conhecer nalgum dia. Versões sucessivas
dessas tais gerações inigualáveis, ali que estiram seus passos e denotam
expectativas dalgum lugar aonde sejam recebidas da bom grado.
...
Aves que, distantes, sobrevoam os mesmos pastos e, vez em
quando, consideram a possibilidade doutros universos quais, nascidos da ânsia
de vislumbrar o Infinito. Nem de longe avaliariam, pois, o furor dos instintos
originais que habitam esses protagonistas dos dramas existenciais dagora. Sublinham
desertos afora na procura da sorte. Reconhecem os traços dos desejos desde
quando lhes afugentavam as horas e destruíam circunstâncias em volta. Dessa
virtude das presenças, gorjeiam melodias estimáveis, narrativas daquilo que
tocam seus corações pelo silêncio das tardes mornas.
Enquanto isto, vê-se marcas profundas, esquecidas de antes,
vultos sombrios de quantos ali transitaram no correr das histórias vividas. Eles,
ausentes de si, vislumbraram segredos guardados milênios a fio. Nisto, no
embalo das tantas voltas desse parafuso incontável, avistam quando algum escapulirá
a meio das órbitas e dos corpos celestes, e abandonam ao léu o princípio que
dera início ao circular do imprevisível e das súplicas celestes...
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