
São quais nessas tais noites de Lua Cheia que correm os animais da criação do imaginário. Eles vagam soltos fazendo assombração e susto às pessoas. Reviram o cisco dos olhos da escuridão dos amantes solitários e fazem chorar os incautos que dormiam sob as recordações abandonadas. Porquanto esses animais da penumbra possuem escritura de nós que nem sabíamos existir nos cartórios do mistério. Vale quais documentos de valor indiscutível perante os tribunais da Eternidade. Que fizeram dos amores intensos perdidos? Em que gavetas esconderam as dores das paixões desenfreadas? Aonde marcaram os encontros das ausências com os desejos impossíveis?
Exército silencioso de guerreiros fiéis invade a alma da gente e prega peças, a convocar o que somos nós, farrapos arrastados no comboio do adeus, a dizer das responsabilidades negligenciadas e o preço a pagar de saudade. Isso tudo nas noites plácidas da Lua Cheia, pouso dos pássaros das noites esplendorosas que sempre regressam inexpugnáveis, quando pensávamos nem existirmos mais, no entanto tão estamos eternos quanto essas noites mágicas e belas preenchem o vazio do coração.
Cada dia seus textos ficam mais ricos, linguajar culto, e sensível. Este sobre a lua cheia então, excelente. Realmente é nestas noites banhadas luz da lua que despertam em nos os mais diferentes sentimentos. Saudades, lembranças de momentos felizes da nossa vida, desperta também um desejo de escrever é aflora o lado poético, de expressar nossos desejos e sonhos. Pensamentos vagueiam pelos nossos desejos contidos. Mas é um espetáculo magnífico, no mar então é um deslumbramento. Você escolheu muito bem a foto para ilustrar este texto. Parabéns! Um abraço amigo Emerson.
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