E perguntar a si, diante dos limites da dor, onde achar as
respostas inevitáveis do resistir a qualquer custo. (Lembrar as angústias de
Castro Alves em face dos sofrimentos da escravidão (Deus, ó Deus, onde estás que não respondes. Em que mundo, em que
estrela Tu te escondes, embuçado nos Céus?) Dor em tudo; dói a vida, dói
pensar, resistir, imaginar; até sorrir, que dói Só dói quando rio, qual diziam
as charges de O Pasquim, na década de 60.

Enquanto aqui percorremos as veredas da angústia, do
desgosto e da ilusão, por vezes, inebriados na própria ignorância e lançados às
turbas da inutilidade, vemos esses dias tão parecidos a desfilar no limbo os
trilhos da desigualdade humana; hienas a gargalhar no som dos mambos tecnológicos
e séculos sucateados. Ninguém que veja ninguém, no passar desses quadros de
fita dos filmes de antigamente.
Erguer aos Céus, pois, o petitório das seitas, gritos
lancinantes frutos das agressões dos que ferem o silêncio e deixam um clamor de
fera ferida vagando pelos ares. Todos bem desejam aplacar a fúria da solidão
que invade a alma. Aços em brasa lhes rasgam as carnes. Quanta distância ainda
resta ao Poder Magnânimo que haveremos de percorrer até a Paz chegar ao coração? Olhos
fixos lá longe, nas barreiras do destino, apenas sonham ver, de uma vez e para
sempre, o nascer infinito deste Sol.
Hoje você estava inspirado. Que texto, que texto!
ResponderExcluirA solidão da alma é a pior todas. nao se tem companhia, não fora na religião, na fé, onde encontramos conforto espiritual.
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