
Aspectos vários demonstram o excesso de zelo com que, por vezes, há preocupações e conclusões predominantes, porém fora da realidade maior e mais significativa do incomensurável.
Já na China antiga, festas populares trabalhavam cães de palha com que as pessoas brincavam nas praças e ruas, simbolizando jogos imaginários de folguedos e danças, por dias seguidos, em comemoração a boas safras. Depois, exaustas daqueles movimentos coletivos, as populações reuniam touceiras monumentais dos tais bonecos e tocavam fogo nas fogueiras de palha, momento culminante dos cerimoniais.
Em relação a esses eventos, Lao Tsé, no Livro do Caminho Perfeito, considerou: O céu e a terra são impiedosos e tratam a miríade de criaturas como cães de palha.
Assim, conquanto persistam supostos valores de eternidade nas manifestações que passam, no entanto o princípio universal de tudo é que determina os objetos no lugar dos objetos e os sujeitos no lugar dos sujeitos. Ninguém que se preze, igualmente, orgulhará de dominar o eterno apenas por presenciar que ele existe na imaginação, sem, com isso, correr o sério risco de se envaidecer e perder o essencial das existências, bem além das surradas vaidades humanas.
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