
Depois de limpar bem toda a superfície das asas do pequeno ser, indo até a janela do cômodo onde se achavam, o homem lançaria ao espaço o que sobrara da pobre borboleta, que saiu apressada pelos ares. Em seguimento ao que fizera, Charles Dickens considerou, segundo Nair Lacerda:
- Mas eu apenas fiz com a borboleta o que pretende fazer com seu sistema de educação. Tirei-lhe os enfeites inúteis. Quem sabe se assim ela voará melhor.
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Somos tais constituídos de aspectos diversos. Há países pelo mundo que aperfeiçoam e valorizam sobretudo os sentidos da técnica, dos princípios materiais, físicos, do conhecimento, largando de lado as possibilidades infinitas do imaginário e das divagações artísticas, ficcionais. Presos aos conceitos exclusivos da racionalidade, esquecem a importância do imprevisível e suas viagens fantásticas, imaginativas.
A natureza viva, no entanto, oferece pródigas oportunidades, nessa demonstração de cores, sons, formas, enredos, movimentos, que evidenciam sobremodo a certeza das criações inesperadas e ricas das riquezas originais, lição por demais valiosa no que tange a formação do pensamento humano, destarte também queremos crer.
A natureza não foi nada pródiga com as borboletas no contexto beleza. Além da lição que nos trás as transformações lagarta em borboleta. Não me canso de olhar e admirar a beleza das boletos voando por sobre as flores. Um verdadeiro show de beleza e cores.
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