quinta-feira, 16 de abril de 2026

Limites humanos



Aceitar, pois, as contingências e tocar adiante, eis em que se resume o quanto existe. Por demais que seja assim, no entanto persistirão as expectativas de respostas talvez consentâneas aos valores originais, até então desconhecidos. Por demais...

Sabe-se, no entanto, da ânsia que insiste dizer, no uso de palavras e conceitos. Desde antes que insistem de conhecer o desconhecido. Até quando nos habitará essa vontade estrutural de responder ao silêncio, quem sabe? Nuances sem falta consistem nisso, de contar de onde e aonde foram, mesmo face ao inevitável em andamento. E nisto habita a presença dos seres que aqui pensam, juntam interpretações quiçá sistemáticas e dizem daquilo em que desejam explicar os nuances da sorte.

Isso, contudo, fronteiras desse anonimato, bem caracteriza os humanos desde longe. Mesmo porque as palavras pedem o façamos, pois. Daí mil interpretações jogadas ao vento. Lá nos patamares da servidão, porquanto uma vontade prevalece, às malhas do mais profundo silêncio. Rastros de passadas distantes do que seja contar daqui marcam profundamente os universos em volta. São multidões do que disseram, então, trazidas aos vagões de uma atualidade informe, só parcial. Os que desejariam deter dos princípios ali estão assustados consigo próprios, pequeninos instrumentos do maior desejo, qual seja dalguém, dalgum ente a lhes observar os caminhos e sustentar outros aspectos em voga que não apenas esses.

Bem isto resume o trâmite dos pensamentos, as buscas incessantes, forças a se dizer imaginárias dos valores daqui do Chão. Horas a fio suportam essa definição dos raciocínios e lhes anotam a realidade definitiva. Senhores de si, que o fossem, aceitam de bom grado o espaço entre agora e sempre quais meros senhores doutras vagas, doutros penhores, e dormem contentes sobre o crivo do inesperado.

Vemos, que tanto, sonhos serem trazidos de longe e inundarem as luas de todos feitos pequeninos entes a isso finalizar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário