Enquanto que descrevem parábolas pelos céus do Infinito, nas
luas e nos rios, são faces ardentes dos dias, no coração das criaturas. Vivem a
estrutura enorme de longos trechos e mistérios na lama da solidão. Nisto, os
que ficaram atrás insistem continuar no escorregadio das palavras soltas.
Suadas. Quietas. Olhos absortos no escuro das indagações, nos estilos e dúvidas
que sacodem o teto dos circos e deixam sucessivas observações nos espaços, nos
objetos, nas lembranças. Por isso, a razão do quanto aqui, até onde significa
alimentar sonhos de reinos e visões. Assim, fervuras intensas dentro dos seres os
revolvem à busca de conhecer o sentido das instâncias, nas letras das histórias
e nos fios elétricos da distância.
Vontade não falta, contudo, nessas jornadas pelo chão do
Paraíso. Sempre vastos campos, os dias em forma das novas experiências dão traços
que jamais serão esquecidos. Ausências, talvez, porém quereres desfeitos na
pressa de encontrar o limite dos versos, contos e romances. Em ritmo audaz, contorcem
o trilho das estrelas, na forma de pequenos gestos de personagens escondidos
pelos oceanos, sujeitos das oportunidades logo então deixadas na forma de
suores, tratados e agressões, descompasso infiel das guerras, dos dramas feitos
de ingratidão, necessidade e apegos devoradores do Tempo.
Bem isto que seja o início das indefinidas histórias armazenadas
a meio de emoções e saudades. Espécie de biografia do futuro, as ideias
acompanham esse espaço entre as flores, nos jardins da consciência. Saber,
contudo, o quanto representam a si os trinos das madrugadas em festa e das
profecias repetidas ao correr dos séculos. Refazem o labirinto das aventuras e
certezas; observam de perto o fervor de máquinas e tradições decididas, a
qualquer custo, a transitar pelos céus, na ânsia de revelar o próprio Ser.
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