sexta-feira, 10 de abril de 2026

Silêncio das escolhas


Enquanto que descrevem parábolas pelos céus do Infinito, nas luas e nos rios, são faces ardentes dos dias, no coração das criaturas. Vivem a estrutura enorme de longos trechos e mistérios na lama da solidão. Nisto, os que ficaram atrás insistem continuar no escorregadio das palavras soltas. Suadas. Quietas. Olhos absortos no escuro das indagações, nos estilos e dúvidas que sacodem o teto dos circos e deixam sucessivas observações nos espaços, nos objetos, nas lembranças. Por isso, a razão do quanto aqui, até onde significa alimentar sonhos de reinos e visões. Assim, fervuras intensas dentro dos seres os revolvem à busca de conhecer o sentido das instâncias, nas letras das histórias e nos fios elétricos da distância.

Vontade não falta, contudo, nessas jornadas pelo chão do Paraíso. Sempre vastos campos, os dias em forma das novas experiências dão traços que jamais serão esquecidos. Ausências, talvez, porém quereres desfeitos na pressa de encontrar o limite dos versos, contos e romances. Em ritmo audaz, contorcem o trilho das estrelas, na forma de pequenos gestos de personagens escondidos pelos oceanos, sujeitos das oportunidades logo então deixadas na forma de suores, tratados e agressões, descompasso infiel das guerras, dos dramas feitos de ingratidão, necessidade e apegos devoradores do Tempo.

Bem isto que seja o início das indefinidas histórias armazenadas a meio de emoções e saudades. Espécie de biografia do futuro, as ideias acompanham esse espaço entre as flores, nos jardins da consciência. Saber, contudo, o quanto representam a si os trinos das madrugadas em festa e das profecias repetidas ao correr dos séculos. Refazem o labirinto das aventuras e certezas; observam de perto o fervor de máquinas e tradições decididas, a qualquer custo, a transitar pelos céus, na ânsia de revelar o próprio Ser.  

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