
Daí aquele costume de achar que participação gera aborrecimentos e que os políticos não merecem confiança, enquanto eles mesmos se revezam eternizados, os custos da indiferença, deteriorando a pirâmide social.
Temos de encostar de perto nos que se dizem nossos representantes, pois ninguém merece este título sem cumprir a obrigação de que foi incumbido. Apenas querer, prometer e sumir pouco significa nos momentos críticos dos tempos atuais.
Olhos abertos, pois, aos partidos salvacionistas que assumem de modo ostensivo a prerrogativa, para depois se escafederem com a panela nos corredores sombrios da corrupção. Prováveis homens de bem devem primeiro demonstrar suas intenções: antes que os vejamos tais suspeitos e demagogos.
O jogo de cores/palavras dos meios modernos de transmitir mensagens se presta à mistificação, dosada pelos grupos que juntaram forças na sombra. O espaço forjado pela injustiça germina líderes postiços como mercadoria de feira, maleáveis à propaganda, cabendo-nos avaliações e lucidez de escolha.
Nenhum homem isolado poderá sentir o sofrimento de um povo inteiro. Deus nos livre dos falsos cristos e falsos profetas. Deixemos correr o barco, de preferência sob lideranças honestas e nos padrões regulares do povo, isento de dores inoportunas.
Assumir quem somos deve significar mérito nas populações. Liberdade frutifica esperança e trabalho. Guardemo-nos daqueles que indicam o abismo como fim útil do drama moderno.
(Ilustração: Tríptico de Santo Antônio,de Ieronymus Bosch)
Nenhum comentário:
Postar um comentário