
Se as frestas todas se abrissem num único instante por certo dividiriam o passado interminável por milhões, daí querer responder a questão do porquê do que atravessa premido naquelas circunstâncias. Pisa quase automaticamente os passos que caminha. Solto pelo ar, voa integrado ao corpo do bólide que conduz, na missão da vida. Passageiro, comandante, deus. Olhos acesos, de algum ponto do espaço lhe contemplam o andamento da jornada. Deixaram de compor o quadro interior dos pensamentos, pois revelaram pouca razão de pensamento. Eles desaparecem do jeito que chegam, longe de mudar o nível de energia que alimenta os motores da nave.
Com isso, dias passam, os astros, os animais, as cores, as visões fantasmagóricas do destino, as amarguras, os sonhos. Passam, passam, passam pelas janelas, mexendo nos sentimentos. Pequenos filamentos de antigos módulos formam os restos das bodas que sumiram no escuro dos mares, fora, no céu imenso. Só permanece consigo os traços deste presente que unem com o presente seguinte, quais bolhas que nunca param de formar novos mistérios do foco de existir. Só isto. E sabe que há tantas conexões disponíveis todo tempo. Elas aparecem num dos lados da tela principal.
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