
Diz o mito que no princípio de tudo, a primeira árvore nascida foi Iroco. Iroko era capaz de muita magia, tanto para o bem quanto para o mal, e se divertia atirando frutos aos pés das pessoas que passavam. (comunidademensageirosdaluz.blogspot.com)
Senhor das verdades absolutas, desliza ao sabor do movimento dos astros, fagueiro e livre, dominador das esferas e provedor dos alimentos. Ele, silencioso, firme nos páramos eternos, testemunha o fluir das luas e o reviver dos sóis entre nuvens e flores, qual donatário único da esperança e administrador das vidas e renascimentos.
Desde sempre o Tempo aqui esteve, origem das origens e fonte do equilíbrio da justiça. Ainda no blog acima citado lê-se: É também a permanência dentro da impermanência e impermanência na permanência. O ciclo vital, que não muda com o transcorrer da eternidade. A infinita e generosa oferta que a natureza nos faz, desde que saibamos reverenciá-la e louvá-la.
Dado o respeito sob o qual essa existência definitiva permanece diante das determinações das existências, assim reina e impera, flui e permanece, independente das pobres vontades humanas e das meras ocorrências virtuais que persistirão acima dos bens passageiros. Em tudo por tudo, ali está Iroko, escriturário de valores e sonhador das virtudes.
Aos gregos, detinha o título de Cronos, aquele que pare e devora os próprios filhos, autor dos dias e ceifador das eras sem fim, amém.
O tempo só tira aquilo que nunca existiu. O de fato existiu permanecerá lá para sempre, ainda que invisível, mas lá ele está e permanecerá. Pode ser um bem, um sentimento, um bem tangível ou intangível, dificilmente o tempo levará. Somente e tão somente quando de fato não mais nos interessa é damos a ele o cesto destino. É assim que eu vejo a figura do tempo levando ou trazendo algo. Bom dia. Feliz domingo! Parabéns pelo seu texto.
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