E nelas se renhecer pelo poder de estar aqui e transformar o momento. Ser-se diante da realidade pura. Nisto, revelar o sonho até os limites das contradições. Dizer único de todas as virtudes. Fagulhas do princípio eterno. Versão circunstancial do que existirá lá um dia na forma de liberdade. Assim, um quadro exótico de todas contrições permeia de motivos a história desses personagens. Princípio e final das lendas contadas pelos alienígenas, todavia guardadas no íntimo das tão antigas criaturas individuais.
Matriz das ficções descritas nos firmamentos, há luzes que iluminam
noites sucessivas a alma dos deuses neste revelar os seus destinos. Contam de
tantos amores; descrevem universos inteiros na imaginação; dormem o sono das aventuras
nos braços dos humanos hoje desaparecidos. Lânguidos, porém noutras raízes
profundas de mistérios incontáveis, e nisso sobrevoam as próprias consciências quantas
vezes refaçam o mesmo percurso...
Surpresas em si, constroem castelos encantados nas ilhas distantes
e de lá trazem de volta desejos acumulados nas crostas do Tempo. Antes, tudo
bem, isto, solidão e súplica. Entre letras e números, caravanas inteiras rumam
ao mistério. Barcos em mar imenso face aos rochedos da sorte, habitam nuvens, cores,
alimentos, famílias, saudades, composição inestimável de todos os ritmos e melodias.
Experimento dessas eras, sustentam aos ombros o fervor de
mil sóis. Busca de certeza entre as árvores de uma floresta sem fim. Eles, um
só. Senhores e cativos doutras civilizações, agora percorrem audazes os
horizontes imaginários. Horas a fio, chamas vivas dos sentimentos que lhes
percorrem as entranhas.
Carrilhões das catedrais onde acedem tantas tochas, mergulham
no silêncio e, areia dos desertos sacrossantos, descrevem traçados fantásticos
de sombras em volta dos céus. Vez enquanto, outrossim, devoram as palmeiras dos
oásis e somem contrafeitos nas escórias dos depois. Bem certo que regressam,
noutras paragens, e destarte prosseguem no crivo da imensidão.
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