Das tantas revelações que circulam pelo mundo, em termos de conhecer a Verdade e desvendar o segredo da Consciência, observo, entretanto, o método definitivo de chegar à pura compreensão. A que se pegar nos termos práticos? Qual assim o gesto crucial que consta das litanias, dos sermões religiosos, filosofias, definições psicológicas? No seio das criaturas humanas perdura o senso dessa busca inefável. Encontrar, encontrar consigo mesmo, distinguir o princípio do Universo e acalmar as perquirições, neste abismo daqui do Chão. Afinal, em quem depositar toda a carga das odisseias de tantos em que apenas alguns tendem revelar, e dizem haver obtido?
Há enciclopédias incontáveis de tradições e crenças a nortear os destinos. Mestres sucessivos narram de seus paradigmas através dos tempos. Máquinas de conhecimento que revertem nas interpretações mil palavras de virtudes. Subtendem conceitos preciosos trazidos ao lombo dos desertos e das histórias. Heróis, aventureiros, peregrinos, invadem, com isso, o campo das alquimias e contam lendas inesquecíveis, feitas de versos, romances, roteiros. Conquanto realistas a valer, no entanto reclamam métodos pertinentes que possam tocar adiante no rosto dos aprendizes.
Depois, percorridos que sejam calhamaços inteiros das revelações, convêm as certezas que todos trazem na alma, instrumentos plenos dessa iluminação. Enquanto isto, no correr das epopeias, estas, a bem dizer, são repetitivas. Quase que numa constante reedição, tal qual ninguém houvesse escutado as muitas narrativas de transformação até aqui superpostas e difundidas.
Daí o desejo voraz de saber donde vem, aonde vai, quanto querer na forma de letras e papeis espalhados neste lugar. Numa prática fiel, a que simplicidade resumir os volteios da História e fazer da Terra um lugar de Paz e Felicidade. Durante, pois, longas jornadas, o Infinito perfaz as circunvoluções e permanecemos céleres nas suas justas circunstâncias, parceiros fieis do quanto possa existir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário