Ainda que eu queira aceitar de bom grato tudo que chegue à
caixa do juízo, mesmo assim reajo qual quem deseja que de outro jeito pudesse ser.
Nem de longe pretendo mais admitir falta de razão nos segredos da Natureza. A
mim o que quer que aconteça tem lá suas claras razões de acontecer, e pronto,
assunto resolvido. Isto porque o mundo e as ações fluem de modo pleno ao sabor
do tempo, feito dentro da leveza do que de nenhum outro modo, porquanto nosso
poder é pequeno. A gente busca, de verdade, respostas precisas, no entanto
limitadas os padrões de desconhecimento em fase de aproximação do que venhamos,
certo dia, a descobrir e viver. Se existe o imperfeito é que existe o perfeito,
causa do equilíbrio universal.
Dito isto, revejo este momento exato, quando meu amigo José
Roberto França de Sá houve de fazer sua passagem a outro plano. De início, quis
ficar constrangido, só isso de viver e sumir sem deixar vestígios de aonde foi.
Porém o simples aspecto de estarmos aqui significa que qualquer dia desses estaremos
noutro lugar, pois existimos bem dentro de um ser em movimento que o somos.
Desvendar esse mistério eis o motivo de virmos à consciência que assegura os
passos do nosso ser em movimento.
Disso vêm as religiões, filosofias, mergulhos muitos de
tantos no infinito da compreensão. Ajuntaram milhões de códigos que perfazem a
humana aventura. Uns chegam primeiro a esse outro universo que lhes aguarda e aguarda
todos. Num devir constante, as estradas e os destinos. Vislumbro, por isso, a
possibilidade da redenção do que viemos trabalhar neste Chão. Seres pequenos à
procura da Luz. Fora dessa possibilidade inestimável, cá tocamos adiante o
barco das horas e sorrimos prudentes em plantar sementes de Amor no coração das
pessoas.
Uma calma me invade ao saber desse amigo que ora cresce em
novas paisagens, no sonho de guardar consigo o quanto viveu e desfrutou das
belezas deste lugar com gosto e boa vontade. Sempre na certeza das luzes de
novas experiências, siga em Paz, José.
A finitude bate-nos à porta uma vez mais e nos provoca e nos convida para o retorno de onde viemos. O sempre e o nunca nos incomodam enormemente e quando perdemos um amigo ou ente querido tudo volta de novo com mais forca. Esprimidos entre o nada e o infinito lancamo-nos outra vez mais em infindas interrogacoes.
ResponderExcluirVoce contou Ze Roberto. Seguiremos contando. Voce estara na minha memoria. Descanse agora.