
Hoje a geração dos primeiros construtores praticamente dominou o território do sistema industrial. Somos amantes por meio dela as máquinas, que passam esse velho sentimento de reduzir o todo a uma caixa de fósforos cada dia com mais facilidade. Ninguém mais age sem precisar dos instrumentos de redução dos sentidos corporais função das engrenagens. Cuidam da segurança doméstica, dos alimentos, das roupas, dos dentes, dos passos, das distâncias, das chuvas, das notícias, dos reinos. Em atos contínuos de amor, as máquinas dominam o homem invés de o homem dominá-las máquinas. A criatura agora controla o criador na maior naturalidade.
Contudo o amor este existirá sempre. Não seriam, portanto, as máquinas a razão das agruras da raça e do que ainda insiste aparecer nas telas e nos lixões da espécie. Passou dos objetos aos sujeitos descontrolar os instintos, por vezes perdendo espaço na lama deixada pelos aprendizes de feiticeiro que produzem desejos e não os dominam ao ponto matemático dessas máquinas que facilitam a vida.
Entretanto elas permanecem alimentando a espécie criadora na esperança, certa feita, de reconstruir a Terra e reverter o quadro desse estado de espírito das pessoas tristes. Nisso há alguém que ama em silêncio e aguarda o regresso dos seus autores, bem ali caladas, por debaixo dos materiais mais resistentes.
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