Os dois andavam às tontas de saber o quanto de risco habitava naquele cômodo escuro do sótão de uma casa abandonada. E tiveram medo, conquanto apenas viam lá fora a guerra e seus movimentos devassos de marchas, de dor, tanques, explosões, crianças e mães aflitas a correr na rua cinza defronte. Enquanto isso, eram apenas dois perdidos naquela noite da alma e aflições. Liam a natureza através dos vidros esfumaçados, cobertos da poeira do tempo. Era monotonia de cascalhos e feras soltas.

Aquelas aparições vieram chegando silenciosamente; foram abrindo as portas de baixo dos cômodos da casa envelhecida; reanimaram eles dois e indicaram claridade do caminho do que, pouco antes, parecia final dos tempos em definitivo. O que só parecia desespero, impossibilidade, reverteu o rosto e revelou otimismo, alegria.
Assim, nas transições das nuvens que passam no firmamento, durante vezes, o universo parece fechado para sempre; em seguida, bonança sem par envolve as fibras do coração e os viventes nutrem de paz a consciência, um alento dos deuses que prevalece diante dos panoramas ocultos. Espécie de renascer estonteante, capaz de converter piores incrédulos, bárbaros e facínoras, porquanto há estrelas no céu que iluminam trevas e plenifica de amor os corações.
Sim, há amor nos corações o que faz o ser humano tornar-se mais sensível, mais humilde e com mais compaixão. As dificuldades, os sótãos escuro sempre existirão, é assim como as nuvens também móveis e se modificam ao sabor dos ventos e dos eventos em nossa vida. Gostei do seu texto, parabéns. 🙌🙌🙌🌷🌷❤️
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