Seres humanos, esses pedaços estanques de uma só compreensão. Tal qual dizem, centros de tudo, um a um. Sementes lançadas pelos campos das histórias, e noites em movimento os sustentam dias e dias, na calada dos séculos. Razões de ser e transes de instantes que se tocam e não se desfazem entre si, moléculas da Luz. Nisto, de querer narrar o todo através de seus componentes, eles dotados do quanto existe e existirá sempre. Facetas recurvados dessa compreensão, talvez, nalgum tempo, adversas, porém de penhor inevitável do quanto nascerá, certa feita, a preencher de vez as comportas dos tantos oceanos espalhados neste e noutros mundo lá fora.
Nisso, a leitura real do firmamento, painel de estrelas mil
também na face dos destinos individuais, hoje, aqui. Ao trocar olhares
inesperados, no entanto sabem-se motivos dos padecimentos dagora. Transcrevem
circunstâncias inéditas a cada vez, justos motivos de cumprir leis ora ainda deles
desconhecidas. Entes assim dotados das visões do Paraíso, contudo cercados das
ilusões do imediato, nestante.
Na ânsia, por isso, de atinar com os papiros do mistério,
apenas obedecem a si próprios, vislumbres esquecidos dos princípios originais e
cativos dos finais em andamento. Graças ao crivo das intensidades sob as quais vivem,
descrevem seus princípios, alimentam as estações do pouco que lhes resta
conhecer. Conquanto inúmeras perguntas que ecoam nos universos, sustêm na alma uma
vontade soberana de liberdade, seja lá em qualquer quadrante. Bem isto, a doce
estima de querer convencer multidões das súplicas que tangem gerações vidas a
fora.
Diante dos enigmas sem igual, são desertos em volta, rudes
às vezes; santos, noutras horas. Perquirir das palavras aquilo que as
fermentam, réstias de sóis de novo trariam os desejos mais antigos de continuar
nesse vale de dúvidas e interrogações. Sabem, entretanto, escutar, sorrir, transcender
nalgum segundo ao som repetitivo das cercanias. E resistem fieis aos códigos da
certeza que carregam dentro do coração.