Jamais haver-se-ia de contar das tantas e quantas luas fôssemos de antecipar a trilha do Infinito. Determinação inevitável ali impera ao longo do Ser. Sentido único, exclusivo. Então, daí toda a verdade do Tempo. As palavras sabem disso em andar a favor dessa lei que a tudo determina. No mínimo isso a favor do vento. Algo inquestionável, porém conclusivo.
Dali, toda ciência, as cores, o frêmito em torno. Nisto, prudentes seguem os seres. Esforço de prosseguir impõe sua função às vidas, às histórias. Rebanhos na imensidão, assim os astros, o vazio, as águas. No mais íntimo das criaturas, seus traços de aceitação por vezes feitos de revolta, indagações. Grosso modo, uma determinação plena dalgum fator universal indiscutível.
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Se há solidez em algo, o Tempo, seu Senhor, portanto. Soalheiras sem final, riscos pelo céu se superpõem aos demais fatores. Aquietam, então; deixam fluir as razões, os momentos, as virtudes. Mínimos resquícios do que foi embora viram marcas esquecidas dalgum ente que aqui passou.
Vorazes, infindos pergaminhos de uma mesma epopeia. Essa tanta herança sobrevive, pois, às costas das criaturas e fala disso com absoluta sobriedade. Este penhor tão poderoso perfaz o quanto houver desde eternamente. Enquanto isso, fagulhas pensantes preenchem e anotam o que existe. Elas, objetos e figurantes da grande história, narram consigo as tantas vozes do código e das ausências. Saber de tanto, que diferença faz?!
Artesões de solidão, trazem no íntimo a certeza e esperam diante dos sóis. Sonhar fala, revela, satisfaz quantas vezes. Sobretudo nas sombras do mistério, onde revivem partituras inteiras de sabor inigualável. Passadas que fossem todas as existências, rastros profundos fincariam os instantes das suas longas jornadas em caravanas de heróis, a permanecer em todo coração.